sábado, 15 de junho de 2013

1001 é condenada a indenizar passageiros.

Notícia publicada em: www.tjrj.jus.br

A desembargadora da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Teresa de Andrade Castro Neves condenou a empresa de ônibus Auto Viação 1001 a pagar indenização a três passageiros, sendo um deles uma criança de colo. Cada um receberá R$ 3 mil por danos morais.
O grupo comprou bilhetes para viajar de Macaé ao Rio de Janeiro em um ônibus especial com leito, ar-condicionado e televisão, mas acabou viajando em um coletivo comum, sem ar-condicionado nem papel higiênico. No trajeto, o veículo ainda se envolveu em um acidente, permanecendo parado por mais de três horas.
“Não há como negar que, em pleno verão do mês de fevereiro, quando a temperatura média ultrapassa os 40 graus, os autores passaram pelo desgaste físico, emocional e o cansaço que o próprio calor provoca por terem que viajar em veículo, com uma criança de colo – um dos autores –, sem o conforto de que pretendiam usufruir”, afirmou a magistrada.
Na decisão, a magistrada destacou ainda que, após a ocorrência do acidente, os passageiros ficaram retidos na estrada sem que a empresa providenciasse assistência material ou outro coletivo, a fim de atenuar o incômodo causado. “São circunstâncias que, sem dúvida nenhuma, causaram ofensa à integridade física e mental, cujos reflexos só podem ser sentidos pelas próprias vítimas, justificando punição mais severa”, ressaltou a desembargadora, que aumentou de R$ 1 mil, valor definido inicialmente na sentença, para R$ 3 mil a quantia relativa à indenização pelo dano moral.
Para a magistrada, não restam dúvidas de que a empresa, concessionária de serviço público, responde objetivamente pelos danos causados em decorrência da exploração desse serviço. A desembargadora explicou ainda que, nesse caso, a relação é de consumo e está regida pelo Código de Defesa do Consumidor, que também estabelece a responsabilidade objetiva pelos danos causados por defeito no serviço prestado. “É inegável, portanto, a responsabilidade da ré na produção do resultado lesivo, que, fugindo à normalidade, causou à parte autora sofrimento emocional, os quais não podem ser ignorados pelo julgador”, enfatizou na decisão.
Processo nº 0003876-49.2007.8.19.0054

O veículo da foto pode não ter ligação direta com o fato noticiado.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pool emergencial nas linhas operadas pela Empresa de Viação Algarve.

Após o Procon-RJ lacrar 140 ônibus da Algarve, as outras empresas pertencentes ao Consórcio Santa Cruz passaram a fazer um pool emergencial na maioria das linhas anteriormente operadas só por aquela.

Já foram vistos carros da Pégaso, Jabour, Bangu, Andorinha e Campo Grande na operação, que os moradores da zona oeste esperam que dure por muito tempo, em razão do péssimo serviço que era prestado pela Algarve.

Ressalta-se que essa empresa integra o consórcio por ter burlado a proibição da participação da Transportes Zona Oeste na licitação, empresa esta dos mesmos donos, que operava praticamente todas as linhas hoje pertencentes a Algarve. 

Fotos obtidas no facebook de participantes do grupo Busólogos do RJ






Quatro empresários concentram um terço das empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro.



Há quase três anos a perspectiva parecia boa, pois pela primeira vez, a cidade do Rio de Janeiro teve uma licitação para concessão de suas linhas de ônibus. A promessa era de um sistema renovado, mas, na prática, isso não aconteceu.

Alvo de análises do Tribunal de Contas do Município (TCM) e de investigação do Ministério Público estadual ainda em andamento, por suspeita de formação de cartel, o transporte rodoviário do Rio, como antes, continuou se concentrando nas mesmas e poucas mãos, como mostra a sexta e última reportagem da série “Máquinas mortíferas”. 

Um levantamento feito pelo GLOBO, com base no contrato firmado em 2010, revela que, apesar de o sistema estar dividido entre 41 empresas, apenas quatro donos concentram cerca de um terço de todas as participações nos quatro consórcios vencedores.


Com base nos representantes das empresas que constam do próprio contrato e em atas de assembleias divulgadas em edições do Diário Oficial em 2011 e 2012, é possível chegar àquele que, não à toa, um dia foi apelidado de “Rei do Ônibus”: o empresário paraense Jacob Barata, de 81 anos. Ao todo, ele e seu Grupo Guanabara, que inclui o sucessor, Jacob Barata Filho, estão presentes em pelo menos treze empresas espalhadas por todos os consórcios, que operam em todas as regiões da cidade.

No Consórcio InterSul o grupo empresarial participa com cinco empresas (Braso Lisboa, Tijuca, Alpha, Transurb e Nossa Senhora das Graças), participação de 41,6%. 

Na Zona Norte, com outras cinco (Nossa Senhora de Lourdes, Âncora Matias, Ideal, Estrela, Verdun e Vila Real), com 33,33% de participação.

O Grupo ainda possuí a Viação Normandy do Trigangulo, com uma pequena participação no Consórcio Transcarioca, mas este consórcio também conta com a participação da Transportes Estrela, da Auto Viação Tijuca e da Transurb, que também atuam no primeiro consórcio acima citado.

No consórcio Santa Cruz, da Zona Oeste, o grupo dos Barata ainda possuí a Auto Viação Jabour, principal operador do BRT TransOeste, mas este consórcio tem como representante mais forte Álvaro Rodrigues Lopes, considerado um empresário mais novo no setor, que possui quatro empresas, Rio Rotas, Algarve, Andorinha Rio e uma linha com a City Rio Rotas, concentrando 36% do transporte nessa região. Esse empresário ainda está presente em outras duas companhias na Zona Sul e na Zona Norte, na Translitorânea Rotas e City Rio Rotas. 

Com 41% do TransCarioca, está Avelino Antunes, descendente de portugueses que começou como mecânico e motorista, e tornou-se o nome forte do grupo Redentor. Além da empresa que dá nome ao grupo, tem ainda as empresas Transportes Futuro e Transportes Barra, esta última participando ainda do Consórcio Santa Cruz.

Outro nome forte na Zona Norte é o de Cassiano Antônio Pereira, com 13,2% de participação divididos em três empresas (Viação Rubanil, Transportes América e Viação Madureira Candelária).

Outras empresas também possuem ligação entre si, como a Transportes Campo Grande com a Viação Penha Rio, e Auto Viação Três Amigos com a Caprichosa Auto Ônibus, empresas com direções individuais mas pertencentes ao mesmo grupo, e há o caso da Viação Acari, única empresa da cidade que pertence ao fortíssimo Grupo JAL, com atuação no transporte intermunicipal, municipal em outras cidades fluminenses e fretamento.

A concessão das linhas de ônibus do Rio atraiu empresas até da Argentina e da França. Quatro grupos chegaram a entrar com recursos pedindo que o edital fosse anulado. Um dos motivos era que os vencedores teriam que implantar o Bilhete Único Carioca (BUC) ainda em 2010. Na avaliação dos concorrentes, o prazo curto favorecia as empresas locais. A RATP Development, que transporta 10 milhões de pessoas por dia em ônibus e trens na França, formalizou a desistência por carta, afirmando que os prazos não permitiam elaborar uma oferta séria. Na apresentação das propostas, apenas grupos paulistas entraram na disputa para enfrentar as empresas já estabelecidas na cidade.

Ao longo de sua trajetória, as empresas de ônibus sempre contaram com a simpatia do poder público e de políticos. O coronel Paulo Afonso Cunha, ex-secretário municipal de Trânsito na década de 90, conta que afastou dois altos funcionários da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) devido à suspeita de que recebiam dinheiro de empresas de ônibus. Segundo ele, um dos casos foi comprovado, e o servidor teria sido demitido. Alegando tratar-se de informação sigilosa, a prefeitura não confirmou se os funcionários em questão foram investigados.

Antes de 2010, duas tentativas de licitar as linhas de ônibus do Rio foram barradas na Câmara dos Vereadores. Por iniciativa do governo do estado e da prefeitura, foram aprovadas leis que cobram ICMS e ISS simbólicos das empresas de ônibus.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mega BRS da TransLitorânea e atingido violentamente por carro de passeio que trafegava na contramão.

Na manhã deste dia dos namorados, 12 de junho, cinco pessoas perderam o animo para comemorarem esta bela data, pois ficaram feridas na batida entre um ônibus e um carro na Avenida Beira Mar, na altura da Praça Paris, no Centro. O ônibus foi parar no canteiro central, que divide as pistas, após os veículos baterem de frente.
O acidente gerou um grande congestionamento que chegou às imediações da Rua do Russel, na Glória, na Zona Sul. Por volta das 8h40, o tráfego foi liberado na pista da esquerda, que estava fechada para realização da perícia.
No veículo de passeio culpado pelo acidente, foram encontradas latas de energéticos. O caso foi registrado na 9ª DP (Catete).


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Empresa de Viação Algarve tem 140 ônibus lacrados em sua garagem.

Fonte parcial: www.oglobo.com.br
Nesta segunda-feira, 10/06/13, o Procon-RJ realizou mais uma etapa da operação Roleta Russa, e na décima ação de combate a irregularidades nos ônibus, os agentes estiveram na garagem da Empresa de Viação Algarve, que também guarda veículos da Expresso Mangaratiba Ltda, localizada na Av. Cesário de Melo, em Paciência, na Zona Oeste da cidade.
A operação terminou com 174 veículos lacrados por problemas como falta de conservação, manutenção, veículos sem itens obrigatórios e sem vistoria há anos.
No início da tarde, os fiscais retornaram à Viação Algarve para verificar a denúncia de que alguns dos veículos impedidos de sair da garagem teriam voltado a circular. De acordo com o Procon, caso fosse confirmada a informação, o responsável pela liberação dos veículos interditados seria encaminhado para a delegacia da área para prestar depoimento, podendo ser preso por desobediência.
Segundo o órgão, na empresa Algarve, 140 veículos foram interditados, o que representa quase toda a frota. A Algarve faz trajetos como 388 Santa Cruz-Carioca, 2308 Cosmos-Carioca, 870 Sepetiba-Bangu, 2309 Urucânia-Carioca e 750 Sepetiba-Coelho Neto.
Já no que se refere aos carros da Expresso Mangaratiba, 34 foram lacrados, todos de linhas que ligam a cidade de Itaguaí a bairros da Zona Oeste do Rio.
Os ônibus apresentavam pneus carecas, parabrisas quebrados, rachadura nos vidros, faróis queimados, falta de lanterna, sujeira, bancos soltos e documentação atrasada. As empresas têm 15 dias para corrigirem as irregularidades. Se nada for feito, será estipulada multa que pode variar de 200 a 3 milhões de Ufirs (de R$ 480 a R$ 7,2 milhões).
Segundo o diretor da Fiscalização do Procon-RJ. Fábio Domingos, a situação dos veículos da empresa era “bem ruim”.

- Os veículos eram precários. Estou na frente de um ônibus que não tem farol. Tem um buraco na lataria - disse ele.

Fábio disse que os 140 ônibus tirados de circulação representam quase toda a frota da Algarve. Segundo ele, alguns já estavam na manutenção e uns poucos foram liberados.

Desde o início da operação, há um mês, 436 ônibus foram interditados em todo o estado, com 53 empresas tendo sido vistoriadas, mas a ação de hoje, em uma só garagem, bateu todos os recordes de irregularidades até então encontradas.
A ação foi planejada pela Secretaria estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, depois de diversas denúncias feitas ao telefone 151.


terça-feira, 4 de junho de 2013

Algarve e Pégaso estão burlando a norma de tarifa única para ônibus comum equipados com ar condicionado.

Com a norma fixada pela prefeitura do Rio de Janeiro que entrou em vigor a partir de 1º de junho, a Empresa de Viação Algarve e a Expresso Pégaso, passaram a burlar a mesma, pois retiraram todos os veículos com ar condicionado, que até então eram os únicos que serviam as linhas 756-Coelho Neto-Santa Cruz e 771-Coelho Neto-Campo Grande, passando a utilizar somente veículos sem ar condicionado, em flagrante desrespeito a norma.

Ambas empresas pertencem ao Consórcio Santa Cruz, sendo a Pégaso, inclusive, a líder do mesmo, e como tal, deveria dar o exemplo para todas as demais consorciadas, contudo, as duas são empresas que de modo contumaz desrespeitam as normas do setor e atuam com extremo descaso para com os passageiros.


Tarifa autorizada para os ônibus executivos, "frescões", do Rio de Janeiro.

RESOLUÇÃO SMTR Nº 2353 DE 29 DE MAIO DE 2013, A VIGORAR A PARTIR DAS 00h00 (zero hora) DO DIA 1º DE JUNHO DE 2013

LINHA VISTA TARIFA
2014 Gávea X Praça Mauá R$ 9,10
2015 Castelo X Leblon (circular) R$ 9,10
2017 Rodoviária X Leblon (circular) R$ 9,10
2018 Aeroporto Internacional X Alvorada R$ 13,50
2101 Aeroporto Internacional X Aeroporto Santos Dumont R$ 11,80
2110 Castelo X Gardênia Azul R$ 11,80
2111 Castelo X Praça Seca (via Av. Menezes Cortes) R$ 13,50
2112 Castelo X Taquara (via Linha Amarela) R$ 13,50
2114 Castelo X Freguesia R$ 13,50
2115 Pechincha X Castelo (via Itanhanga) R$ 13,50
2145 Aeroporto Internacional X Aeroporto Santos Dumont R$ 11,80
2203 Grajaú X Castelo (circular) R$ 9,10
2251 Castelo X Engenho de Dentro R$ 9,10
2295 Castelo X Pavuna R$ 11,80
2302 Mariópolis X Castelo R$ 11,80
2303 Cesarão X Carioca (via Palmares e Pres. Vargas) R$ 9,10
2304 Sepetiba X Carioca (via Av. Padre G. Decaminada) R$ 13,50
2305 Jardim América X Castelo R$ 9,10
2307 Jardim Sete de Abril X Castelo (via Av. Pres. Vargas) R$ 13,50
2308 Cosmos X Carioca R$ 9,10
2309 Urucania X Carioca R$ 9,10
2310 Bangu X Carioca R$ 13,50
2329 Recreio X Castelo (via Av. Sernambetiba) R$ 13,50
2330 Rodoviária X Barra da Tijuca (via Linha Amarela - circular) R$ 13,50
2331 Santa Cruz X Castelo (via Praça Mauá) R$ 13,50
2332 Campo Grande X Castelo (via Av. Santa Cruz) R$ 13,50
2333 Recreio X Castelo (via Av. das Américas) R$ 13,50
2334 Campo Grande X Castelo (via Estrada da Ilha e Barra da Tijuca) R$ 13,50
2334 SV - Campo Grande X Castelo (via Cachamorra e Barra da Tijuca) R$ 13,50
2335 Santa Cruz X Castelo (via Barra da Tijuca) R$ 13,50
2336 Campo Grande X Castelo (via Av. Brasil) R$ 13,50
2337 Santa Cruz X Castelo (via Sepetiba) R$ 13,50
2338 Campo Grande X Castelo (via Estrada do Magarça) R$ 13,50
2339 Campo Grande X Castelo (via Av. Estrada da Posse) R$ 13,50
2342 Castelo X Bananal (via Linha Vermelha) R$ 11,80
2343 Castelo X Ribeira (via Linha Vermelha) R$ 11,80
2344 Castelo X Bancários R$ 11,80
2345 SV - Castelo X Vila Valqueire (via Norte Shopping) R$ 11,80
2345 Castelo X Vila Valqueire (via Norte Shopping / Rua Quiririm) R$ 11,80
2346 Castelo X Vila Valqueire (via Marechal Hermes) R$ 11,80
2381 Pedra de Guaratiba X Castelo R$ 13,50
2381 SV - Pedra de Guaratiba X Castelo (via Mato Alto) R$ 13,50
2801 Campo Grande X Barra da Tijuca (via Estrada do Magarça) R$ 13,50
2802 Santa Cruz X Barra da Tijuca (via Av. Américas) R$ 13,50
2918 Aeroporto Internacional X Alvorada (via Linha Amarela) R$ 13,50

sábado, 1 de junho de 2013

Rio ganhará mais seis BRS ainda em 2013.

Primeiramente devo informar aos leitores menos familiarizados que BRS são corredores de serviço rápido para ônibus comum, ou de piso baixo, portanto, não são para ônibus articulados, esses se chamam BRT, é importante ficar clara essa diferenciação.


O Rio ganhará até o fim do ano mais seis BRS, os corredores preferenciais para ônibus que começaram a fazer parte do cenário da cidade há pouco mais de dois anos. A Secretaria municipal de Transportes planejou a expansão do sistema até 2016, e ainda este ano criará três eixos: no Centro e nas zonas Sul e Norte. O primeiro será o BRS Carioca-Saens Peña, passando pelo Estácio e integrado ao metrô. O passo seguinte será a implantação do trecho Maracanã-Méier, que no futuro será interligado ao BRS da Presidente Vargas. Por último, o BRS Humaitá-Praia de Botafogo, que promete ordenar o tumultuado trânsito nas ruas Voluntários da Pátria e São Clemente. Ainda estão nos planos da secretaria desafios como a implantação do sistema na Rua Jardim Botânico, fechando o eixo na Zona Sul, e em estreitas ruas de bairros da Zona Oeste, onde o BRT (corredores exclusivos para ônibus articulados) não chega. A criação dos novos BRS será publicada segunda-feira no Diário Oficial.


Com 7 quilômetros de extensão, o BRS Carioca-Saens Peña começa a ser implantado já no mês que vem, com as obras de acerto de calçadas e implantação da fiscalização eletrônica, além do recapeamento, em parceria com a Secretaria municipal de Conservação e Serviços. O corredor deve ficar pronto em agosto, criando um eixo de ligação entre a Grande Tijuca e o Centro. O segundo corredor a ser implantado, com 7,5 quilômetros de extensão, ligará o Maracanã ao Méier, pela Rua Vinte Quatro de Maio e pela Avenida Marechal Rondon. Mas, segundo o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, a ligação com o corredor da Presidente Vargas só será feita em 2014:

— Não vamos implantar agora porque precisamos aguardar o fim das obras no entorno do Maracanã e na Praça da Bandeira, mas estará implantado no primeiro trimestre do ano que vem, antes da Copa.

Já o corredor Humaitá-Praia de Botafogo, com 4,2 quilômetros de extensão, será implantado nos meses de novembro e dezembro. Os corredores nas ruas Voluntários da Pátria e na São Clemente poderão, segundo o secretário, reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre os bairros vizinhos. Além disso, explicou Osório, não há dificuldades técnicas para a implantação das faixas exclusivas, porque nas vias já há baias nos pontos de ônibus. O grande desafio, de acordo com o secretário, será a Rua Jardim Botânico:

— Ainda temos muitos estudos a fazer. O desejo é implantar, mas é desafiador porque a Jardim Botânico tem quatro pistas, duas em cada sentido, e a alternativa seria manter a reversível o dia inteiro. Ficariam três faixas no sentido Gávea e uma no sentido Botafogo. É a única maneira. Já fizemos várias contagens, e faremos muitas outras, mas o fluxo em direção a Gávea é muito maior, em todos os horários. É bastante ousado, por isso estamos analisando com cuidado, estudando vias que possam absorver esse contrafluxo. Sendo viável, o corredor seria criado até o ano que vem.

Também estão previstos novos corredores no Leblon e em Copacabana, além da chegada do BRT Transbrasil à Zona Sul, por meio de um BRS no Aterro do Flamengo. O corredor expresso para ônibus articulados ao longo da Avenida Brasil, desde Deodoro, irá até a Avenida Presidente Vargas, passando pela Francisco Bicalho. O plano, incluído pela prefeitura no pacote de investimentos para os Jogos Olímpicos de 2016, entrará em operação até 2015.

— Estamos estudando oportunidades no Leblon, na Bartolomeu Mitre, e em Copacabana, na Siqueira Campos e na Figueiredo de Magalhães, para completar os eixos na Zona Sul. No Aterro, o BRS será implantado quando o BRT estiver indo até o Santos Dumont. Será a alimentação do aeroporto com a Zona Sul, encaixando na Nossa Senhora de Copacabana e na Barata Ribeiro — informou Osório.

A secretaria estuda, ainda, a possibilidade de implantar corredores na Zona Oeste, em vias de Bangu, Realengo, Campo Grande e Santa Cruz. Osório observou, no entanto, que o problema na região são as ruas estreitas, e o BRS requer vias com, no mínimo, três faixas de circulação.


Além disso, a secretaria vai testar, a partir de outubro, nas estações do BRS da Nossa Senhora de Copacabana, monitores que informarão o tempo previsto para a chegada do próximo ônibus, nos moldes do BRT. Os dados serão fornecidos pelo GPS dos coletivos. Os técnicos da secretaria também estão desenvolvendo um aplicativo para celular informando os horários. Osório ressaltou que os corredores já implantados reduziram, em média, em 25% o tempo de viagem, segundo medições feitas pela CET-Rio em abril.

— Atingimos a nossa meta. Copacabana, por exemplo, teve uma mudança muito grande de ordenamento e funcionamento do trânsito. Melhorou para o transporte público, mas também para quem usa o automóvel. A grande diferença do BRS foi o ordenamento dos ônibus.